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20 anos, livros e outras coisas: uma escritora independente

20 de ago.
5 min de leitura

minha trajetória como escritora independente


Pessoa deitada em tapete marrom faz sinal de paz e cobre o rosto com um livreto rosa com desenhos de formas.


texto atualizado e modificado com base no existente: https://substack.com/@pradoescreve/p-149771594



acho que é o momento que eu digo seja bem vinde ao meu humilde perfil e à minha trajetória como escritora independente.


me apresentando, tenho 24 anos, me formei em Letras-Francês, atualmente estudo Espanhol, e publiquei um livro de poesia em 2021 (ainda com 19 aninhos), além de outros projetos literários em 2025 e esse ano, em 2026. minha trajetória como autora brasileira e escritora independente acabou sendo muito diferente do que eu imaginava quando comecei a escrever.


como comecei a escrever


acho que de uma forma ou de outra, sempre gostei de escrever. aprendi a ler com mais ou menos três anos de idade, com meu pai, muita paciência e livrinhos de contos de fada e folclore brasileiro (ainda tenho uma versão novinha de ‘A Festa no Céu’.) minha mãe me ensinou a escrever em letra de forma, e com 4 anos entrei na escolinha.


fanfics, sagas e o amor pela literatura


eu gostava muito de comprar aqueles diários com cadeados que vende nas lojas de R$ 1,99, e ao invés de usar para o propósito inicial, eu escrevia todo o tipo de coisa. na época que coisas como Crepúsculo faziam muito sucesso, eu era completamente obcecada por Feiticeiros de Waverly Place e adorava inventar histórias com vampiros, lobisomens e bruxos. com mais ou menos 12 ou 13 anos, chegou a fase das sagas, onde todo mundo estava lendo Percy Jackson (ou Harry Potter) e as distopias como Jogos Vorazes (meu favorito!), Divergente, Maze Runner, dentre outros, eu jogava RPG com algumas amigas como se fossemos semideuses no Acampamento Meio-Sangue e comecei uma fanfic onde nossos personagens faziam parte dos treinos e aventuras.


eu ainda tenho o documento em Word dessa obra… peculiar, em uma pasta que eu carinhosamente chamei de ‘eu sendo uma criança estranha’, e sem ofensa ao meu antigo eu, mas é uma escrita péssima, ainda que uma memória muito gostosa. depois disso escrevi a minha visão de tudo o que eu li (e assisti) em Jogos Vorazes, e foi a primeira vez que eu senti o mínimo de orgulho de algo que eu tinha escrito. a narrativa era super detalhada e tinha uma ótima consistência, mas infelizmente eu escrevi direto no Wattpad e acabei perdendo tudo, sobrando apenas na minha memória.


quando a escrita se tornou um refúgio


no começo do ensino médio eu comecei vários romances que nunca terminei: um que era levemente baseado em mim e no cara que eu era apaixonada, em uma realidade onde ele me correspondia, outro que lembrava a narrativa da série ‘Skins’ que é a minha favorita até hoje, mas sem nenhum roteiro ou comprometimento de que um dia eu ia colocar aquelas coisas para o público. as únicas pessoas que liam eram amigos próximos. mas foi exatamente nessa época que eu também não estava muito bem, e nem sabia ao certo, muito menos o porquê. a coisa só foi piorando e eu não sentia vontade de conversar sobre com ninguém, com boa vontade ou não, meus amigos não iriam conseguir me ajudar como eu precisava, do jeito que só um profissional consegue fazer, e voltar para a terapia não era exatamente uma opção para mim.


comecei a escrever, claro.


eu chamava aquilo de textos. achava que 'poemas' soava muito pretensioso, eu não era poeta. nenhum daqueles textos tinha métrica, ou rima. eu não parecia nada com Camões ou Carlos Drummond, mas aquilo era a única coisa que me dava o ar que eu precisava, no meio de tanta súplica, como se eu estivesse afogando. e hoje, percebo que aqueles foram meus primeiros passos na escrita criativa e na construção da minha própria voz dentro da poesia contemporânea.


o tempo não para, como diz Cazuza, e eu acabei cedendo a um tratamento, passando por altos e baixos que só quem passa por isso entende. e continuei escrevendo. e escrevendo. e escrevendo.


quando me dei conta, eu tinha um documento com mais ou menos sessenta páginas que diziam muita coisa. minha irmã comentou que eu devia publicar em algum lugar, mas eu nunca achava um formato que eu gostasse no Instagram ou outra rede social (o que é irônico, pois ja tive o @pradowrites e hoje em dia meu perfil profissional também é o pessoal - @prado.etc.)



uma amiga virtual (que hoje eu nem lembro mais o nome) acabou publicando um ebook nesse meio tempo, e perguntando como ela fez isso acabei descobrindo o Kindle Self Publishing. basicamente, é uma ferramenta da Amazon onde você pode configurar, diagramar, ilustrar e publicar gratuitamente sua obra, devendo apenas 30% dos lucros para a plataforma. e eu fiz isso.  foi assim que comecei a aprender mais sobre publicação de livros e publicação independente.


foi um processo um pouco estressante porque não sou a melhor pessoa para deixar as coisas em uma edição bonita digna de um livro publicado, mas ainda assim, consegui uns trocados com ele. mas eu queria um livro de verdade, que eu pudesse pegar e falar que não acredito que isso é meu.


publicando meu primeiro livro em 2021. sou uma escritora independente?


então no começo de 2021, comecei a fazer uma pesquisa de editoras que pudessem aceitar minha obra. mandei e-mails para várias delas, e as poucas que responderam tinham preços muito altos que nem eu nem minha família íamos conseguir pagar. você acaba aprendendo que o mercado editorial brasileiro é assim: publicar um livro é caro porque em tese as pessoas não leem muito, então não é algo tão fácil de vender, mas ao mesmo tempo, as pessoas não compram livros (e eu sei que a maioria da comunidade bookstan prefere pdf e epub por isso; eu também rs) por ser muito caro, e assim acabamos em um ciclo vicioso.


mais para o meio do ano, procurando editoras pequenas ou com processo editorial tradicional, achei a Editora Becalete que abraçou o projeto.


tive a oportunidade de acompanhar o processo de diagramação, revisão e todo o processo de publicação de pertinho, e ele acabou saindo em novembro de 2021.


novos projetos literários independentes em 2025 e 2026


em 2025, meu projeto de livro ilustrado foi aceito pela Editora Libertinagem, que passou a integrar minha trajetória na literatura brasileira contemporânea, e está sob demanda (porque, enfim, não me tornei uma influencer de sucesso com muitas pessoas interessadas em ler...). atualmente, em 2026, um dos meus livros está disponível sob a tutela da Editora Viseu. sendo sincera, esses últimos projetos me dão muito mais orgulho, seja por uma maturidade maior ou por uma visão diferenciada da escrita. de qualquer forma, você pode encontrar todos eles aqui no site, na aba de portfólio.



o que você vai encontrar neste espaço


nesse espaço eu pretendo colocar minhas próximas histórias, contos e estar sempre compartilhando as coisas que eu faço para o Instagram, falando de poesia e livros diversos.


espero que acompanhe e goste! :)

 
 
 

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